PERÍODO SENSÍVEL DA LINGUAGEM


Esses dias andei meio atormentada! Ando observando minha filha mais velha que completará 6 anos no próximo mês e vejo a dificuldade que ela tem em ligar o fonema à letra. Ela tem uma ótima percepção fonética, completa tranquilamente os jogos de sons que fazemos e reconhece rimas com muita, muita facilidade. Mas quando pergunto a ela que letra é esta, ela quase nunca consegue responder (com exceção das vogais e do V de Valentina).

Pode parecer estranho uma mãe que administra um blog sobre educação falar uma coisa dessas, mas aquele velho ditado: "casa de ferreiro..." se encaixa mesmo em todas as situações! A verdade é que meu ponto fraco dentre todas as áreas do conhecimento é a linguagem. Como a maior parte dos meus estudos são em inglês, eu ficava insegura ao aplicar as atividades considerando as particularidades do português. Então, com medo, eu sempre deixava essa parte para a escola.

Na escola montessoriana da minha filha, metade da turminha já lê e escreve. Se não me engano, todas essas crianças entraram na escola com 1 aninho de idade, o que quer dizer que receberam estímulos adequados e estiveram imersos no riquíssimo ambiente Montessori. Minha filha só entrou na escola aos 4 anos e acho que isso contribuiu um pouco para essa parte do desenvolvimento dela.

Mas virar o último semestre do ano e ver minha filha ainda com essas dificuldades foi como levar um tapa na cara. O que eu estava fazendo esse tempo todo que não notei isso? Logo eu, tão preocupada com a alfabetização?! Eu achava que ler e escrever aos 4, 5 anos era coisa de menino prodígio, já que eu fui alfabetizada aos 6 (e a gente sabe que a alfabetização é um longo processo, que pode terminar aos 8 anos de idade). Então, na minha modesta visão de alfabetização, eu apostava que se a Valentina saísse do ensino infantil lendo e escrevendo nós estaríamos no lucro. Eu continuava passiva e acomodada. Até agora.

Como bem me lembrou minha amiga Karol do Montessori Child, Maria Montessori dizia que o período sensível da linguagem começa no útero da mãe e se estende até os seis anos de vida da criança. Isso quer dizer que, durante esse período, a criança é capaz de absorver habilidades linguísticas (fala, vocabulário, consciência fonética, escrita e leitura) com uma extraordinária facilidade. Passado esse tempo, a aquisição dessas habilidades passa a ser mais lenta e até mesmo mais dramática para a criança. Eu estou literalmente correndo contra o relógio.

Tudo isso pra dizer para vocês que meu foco agora será a alfabetização da Valentina! =) Eu vou tentar colocar o máximo de atividades de Linguagem que eu puder aqui para vocês, mas queria fazer um convite: no meu Instagram estou colocando os vídeos das nossas aulinhas e seria ótimo se você nos seguisse lá também para aprender mais um pouquinho.

Eu sei que estudar e compreender os processos de Montessori enquanto somos mães (e em alguns casos, professoras também) pode ser exaustivo. O Método, apesar de simples em sua aplicação, é gigante e mexe muito com as nossas crenças antigas. Exige uma mudança de postura e de visão sobre a criança, a nossa casa, a escola e, principalmente, sobre nós mesmos. Mas não temos tempo a perder! Se queremos formar pessoas capazes, de bem, livres e responsáveis, a hora de plantar a semente é agora!

Sobre a alfabetização, é importante dizer que tudo depende da linha pedagógica que você confia e acredita. Há quem diga que a alfabetização tardia é melhor para a criança. Na direção contrária, Montessori, baseada na descrição dos Períodos Sensíveis, sugeria que a melhor idade para a criança adquirir a habilidade da leitura e escrita é na primeira infância.

Estas atividades com o alfabeto móvel foram as últimas atividades que fiz com a Valentina, depois de quase 3 semanas trabalhando todos os dias com o material.

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