O HALLOWEEN DA RUA


Hoje vou falar de um assunto bem diferente do que costumo abordar, mas que acredito que valha a troca de experiência. Afinal, esse blog não é SÓ sobre educação mas também sobre família, espaços, relacionamentos....

Não sei se vocês já sabem, mas somos de Brasília e Brasília, ou melhor, os brasilienses em geral tem uma maneira bastante peculiar de se relacionar com seus vizinhos. Alguns dizem que somos arrogantes e distantes, ao ponto de não saber o nome do vizinho do lado. Já ouvi gente dizer que não aguentou morar em Brasília por causa disso, inclusive. Em BH, cidade da minha avó onde eu costumava passar férias, se a gente fosse andando à padaria, não passávamos despercebidos nem pela dona Maria da rua mais distante do bairro, que fazia questão de nos comprimentar pelo nome e perguntar como ia a minha avó. Os vizinhos da rua dela, inclusive, são como tios e primos para mim, de tão forte que é a nossa relação. Aqui onde moro em Brasília, pra começar, nem vamos à padaria a pé de tão distante que é! hahahaha

Então, por muitos anos vivemos fechados em nossas casas, sem conviver com nenhum dos vizinhos. Ninguém aparecia na rua e mal dávamos bom dia quando cruzávamos com um vizinho dentro do carro. As coisas começaram a mudar quando as crianças foram aparecendo na rua e formaram um bom pretexto para as mães pararem e conversarem um pouco. Daí as crianças cresceram e começaram a freqüentar uma a casa da outra.

A idéia do Halloween apareceu aqui em casa. As meninas sempre gostaram de histórias de bruxa. Em 2016, tivemos um Halloween frustrado depois que uma amiga nos convidou de última hora para uma festa infantil em um shopping da cidade. Óbvio que não tínhamos fantasia de bruxa, então as meninas tiveram que ir de fada. Foi muito choro quando elas perceberam que elas não estavam tão apavorantes assim. Tentei contornar a situação dizendo que faríamos uma festa de Halloween bem legal depois e que ia comprar uma roupa bem linda de bruxa.

No ano seguinte, conversei com duas mães-amigas-vizinhas sobre fazermos uma festa de Halloween na rua e elas toparam. Vencemos a timidez e tocamos de casa em casa, explicando sobre a festa e entregando os convites. As crianças participaram de tudo!

No dia da festa, decoramos o final da rua, colocamos uma mesa grande no meio e levamos comes e bebes. Criaturinhas horripilantes foram saindo dos quatro cantos do conjunto, tantos que até me impressionei. Quando as crianças tocavam a campainha, saiam fantasmas e bruxas para distribuir os doces. As pessoas tinham realmente comprado a idéia da festa. Um outro vizinho fez uma discoteca na garagem e um túnel horripilante. Foi muita alegria! Os adultos se juntaram para conversar e se conhecer melhor ao lado da mesa de quitutes que cada um havia preparado enquanto a criançada se divertia correndo pela rua. A festa durou muito mais do que havíamos planejado e os vizinhos gostaram tanto que pediram para fazermos de novo. A rua estava precisando de momentos como esse para se unir.

Como uma atitude tão simples fez tanta diferença nos nossos relacionamentos? Para estreitar laços, basta confraternizar. Nossa festa foi muito simples. Não exigiu grandes esforços nem tomou muito tempo no preparo. Mas foi preciso que algumas pessoas dessem o primeiro passo. O legal do Halloween é que as crianças vão até a casa das pessoas e elas precisam abrir suas portas e oferecer algo. Há uma troca. Mas como nós brasileiros amamos uma festa, qualquer motivo serve para comemorar! Pode ser páscoa, festa junina, dia das crianças... não importa! O importante é confraternizar! E pelas fotos, você diria que essa vizinhança mal se conhecia? Pois bem, o Halloween mudou radicalmente a história de amizade dessa pequena comunidade.

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